
E os dias ultimamente vem passando em uma velocidade quase imperceptível, o futuro já é agora, é estanho e eu ainda continuo estagnada no dia em que você partiu, ou melhor partiu meu coração. Fico pensando como será o dia de amanhã, choverá ou fará sol? Você vai voltar ou vou ter que seguir sozinha? Nessa missão suicida, buscando me encontrar nesse vazio que você deixou, engraçado, nunca via reparado o tamanho que ocupastes. Nunca fui de me apegar tanto assim, mas eu achei que você fosse diferente, tolo engano meu. E esse vai e vem constante de pessoas nunca me afetou, entretanto com você foi diferente. Eu perdi tudo, principalmente minha identidade, que se dissolveu para se tornar um nós. Nós que agora não é mais nada. O quão difícil é seguir sozinha, ou pior ainda sem um rumo. O quão difícil é seguir sem você. Mas apesar de tudo, por mais difícil que seja eu ainda te espero. Ainda espero o nós que agora está longe, mais longe do que eu pretendia. Não deveria ser assim. Não podia ter me perdido dessa maneira… Ter me enclausurado no interior desse meu mundo gélido, enquanto o tempo anda lá fora. Todos continuam, mas eu empaquei. Tenho sido um nado, sido a sombra daquilo que fui. Daquilo que talvez não volte mais. Talvez acreditar que vivi uma ilusão seja menos doloroso. Seja um tanto fácil de superar. Seja menos faltoso. Menos nós, menos você, porque apesar de tudo ando buscando uma resposta para tua ida… E um motivo para tua volta.